lúpus

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Por: por Morton A. Scheinberg*
O Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Abreu Sodré, da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na capital paulista, procura voluntários de todo o Brasil para participar de estudos sobre a eficácia de dois novos medicamentos: um no tratamento de artrite juvenil sistêmica e o outro no de lúpus eritematoso sistêmico. Os remédios foram testados em outros centros de pesquisa mundo afora, apresentaram bons resultados e já estão em uso. Interessados podem se inscrever e marcar a consulta de avaliação com Malu ou Naiane pelo telefone (011) 5576-0788, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00. A inscrição para participar do grupo de pesquisa é gratuita.
No caso do tratamento da artrite, podem se inscrever pacientes de 4 a 16 anos de idade que estão com a doença ativa, ou seja, não tenha sido controlada com o uso dos medicamentos convencionais. Já no caso do tratamento do lúpus podem se inscrever pacientes maiores de 16 anos de idade cujo tratamento com os remédios tradicionais também não tenha tido sucesso.
A pesquisa sobre lúpus é exclusiva da AACD. A da artrite será feita também, pelo respectivo Departamento de Reumatologia, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre; na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro; e na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Interessados podem se informar em cada uma dessas entidades e se inscrever para a avaliação. Os estudos, em todos os casos, duram dois anos. Os participantes precisam ter condições de comparecer em cada local, claro, para a consulta inicial e uma vez por mês para uma avaliação dos resultados.
No momento da consulta, os pacientes deverão estar com um documento original, que pode ser a Carteira de Identidade ou a Certidão de Nascimento, e também com a Carteira de Identidade do responsável. Deverão apresentar, ainda, uma carta de encaminhamento do médico que acompanha o paciente com o histórico de progressão da doença.
A artrite juvenil sistêmica é uma doença auto-imune, ou seja, em que o organismo produz substâncias chamadas citocinas que agridem e inflamam as articulações sobretudo das mãos e dos joelhos. Ainda não se sabe por que isso ocorre; acredita-se que se deva a micro-organismos como vírus e bactérias desconhecidos. Em geral manifesta-se a partir dos 5 anos em 0,1% das crianças em todo o mundo. Se não for controlada logo, em pouco tempo a enfermidade destroi as articulações. O portador perde a capacidade de movimentá-las. A única alternativa, então, é colocar uma prótese.
O lúpus eritematoso sistêmico também é uma doença auto-imune. Ele se caracteriza por um processo inflamatório crônico que atinge a pele, as articulações e órgãos internos como rins, pulmões, coração e sistema nervoso. Ocorre em 0,2% a 0,3% da população. Em geral aparece da segunda até a quarta ou quinta décadas de vida - mais ou menos dos 11 aos 50 anos. Manifesta-se em todas as raças, porém nos negros costuma ser mais agressivo. Não se conhece a causa da doença; sabe-se, contudo, que pode ser desencadeada pela exposição excessiva ao sol, pelo estresse, pelo frio e por infecções.

Entidades discutem melhorias no tratamento do Lúpus em Pernambuco

Última atualização: 14/06/2012 Entidades não-governamentais, que atendem pacientes portadores de Lupus, sugerem a criação de um Plano Estadual de Enfrentamento, Conscientização e Tratamento da doença. Os pacientes cobram mais assistência com uma rede de serviços organizada para atendê-los. O assunto está sendo debatido em audiência pública na manhã desta quarta-feira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Participam das discussões o Núcleo Pernambucano Superando o Lúpus, do Movimento Popular de Saúde de Pernambuco e da Sociedade Pernambucana de Reumatologia, além do Ministério Público de Pernambuco.

Apesar de desconhecido por boa parte da sociedade brasileira, o lúpus não é uma doença rara e precisa ser mais divulgada para que indivíduos com manifestações da doença possam procurar ajuda precocemente. Embora não se saiba com precisão o número total de casos de lúpus, calcula-se que no Recife aproximadamente mil casos já tenham sido diagnosticados.

Curiosamente, nos Estados Unidos a doença é três vezes mais comum em negros que em brancos. O mal ocorre predominantemente em mulheres jovens (20 a 50 anos), embora crianças e idosos também possam ter a doença. A constatação reflete as deficiências existentes na atenção prestada e no acesso de pacientes a um atendimento especializado.

Atualmente, de acordo com as entidades, os serviços existentes para o tratamento dos pacientes acometidos pelo lúpus que em Pernambuco não oferecem uma resposta satisfatória à demanda, considerando-se as ações de caráter educativo, preventivo, ou mesmo as ações básicas de controle de problemas imunológicos e reumatológicos. Essa constatação reflete-se no número de portadores de doença de lúpus e que condenam, muitas vezes, os pacientes a manterem um tratamento dialítico regular em decorrência dos sintomas da doença, impondo outro tratamento alternativo, ou a sua condenação à morte.

AACD busca portadores de lúpus para pesquisa com remédio

Última atualização: 20/06/2011 As pesquisas serão sobre a eficácia de dois novos medicamentos, um deles no tratamento de artrite juvenil sistêmica e o outro, no de lúpus eritematoso sistêmico.
Podem inscrever-se pacientes de 4 a 16 anos de idade, no caso da artrite, e maiores de 16 anos, no caso do lúpus, cuja enfermidade não tenha sido controlada com o uso dos medicamentos convencionais.
O Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Abreu Sodré, da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na capital paulista, procura voluntários de todo o Brasil para participar de estudos sobre a eficácia de dois novos medicamentos: um no tratamento de artrite juvenil sistêmica e o outro no de lúpus eritematoso sistêmico. Os remédios foram testados em outros centros de pesquisa mundo afora, apresentaram bons resultados e já estão em uso.
Interessados podem se inscrever e marcar a consulta de avaliação com Malu ou Naiane pelo telefone (011) 5576-0788, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00. A inscrição para participar do grupo de pesquisa é gratuita.
No caso do tratamento da artrite, podem se inscrever pacientes de 4 a 16 anos de idade que estão com a doença ativa, ou seja, não tenha sido controlada com o uso dos medicamentos convencionais.
Já no caso do tratamento do lúpus podem se inscrever pacientes maiores de 16 anos de idade cujo tratamento com os remédios tradicionais também não tenha tido sucesso.
A pesquisa sobre lúpus é exclusiva da AACD. A da artrite será feita também, pelo respectivo Departamento de Reumatologia, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre; na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro; e na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.
Interessados podem se informar em cada uma dessas entidades e se inscrever para a avaliação. Os estudos, em todos os casos, duram dois anos. Os participantes precisam ter condições de comparecer em cada local, claro, para a consulta inicial e uma vez por mês para uma avaliação dos resultados.
No momento da consulta, os pacientes deverão estar com um documento original, que pode ser a Carteira de Identidade ou a Certidão de Nascimento, e também com a Carteira de Identidade do responsável.
Deverão apresentar, ainda, uma carta de encaminhamento do médico que acompanha o paciente com o histórico de progressão da doença.
A artrite juvenil sistêmica é uma doença auto-imune, ou seja, em que o organismo produz substâncias chamadas citocinas que agridem e inflamam as articulações sobretudo das mãos e dos joelhos.
Ainda não se sabe por que isso ocorre; acredita-se que se deva a micro-organismos como vírus e bactérias desconhecidos. Em geral manifesta-se a partir dos 5 anos em 0,1% das crianças em todo o mundo.
Se não for controlada logo, em pouco tempo a enfermidade destroi as articulações. O portador perde a capacidade de movimentá-las. A única alternativa, então, é colocar uma prótese.
O lúpus eritematoso sistêmico também é uma doença auto-imune. Ele se caracteriza por um processo inflamatório crônico que atinge a pele, as articulações e órgãos internos como rins, pulmões, coração e sistema nervoso.
Ocorre em 0,2% a 0,3% da população. Em geral aparece da segunda até a quarta ou quinta décadas de vida - mais ou menos dos 11 aos 50 anos. Manifesta-se em todas as raças, porém nos negros costuma ser mais agressivo.
Não se conhece a causa da doença; sabe-se, contudo, que pode ser desencadeada pela exposição excessiva ao sol, pelo estresse, pelo frio e por infecções.

LúpusELA SE DISFARÇA DE OUTRAS DOENÇAS
Quem é fã da série House já viu a equipe do médico, em mais de um episódio, apostar no diagnóstico de lúpus por não fazer a menor ideia de qual seria a explicação para o caso de um paciente. Na vida real, isso também acontece. E o motivo é simples: quase tudo pode ser atribuído a essa doença autoimune, uma das mais misteriosas de que se tem notícia.

O lúpus eritematoso sistêmico, como é chamado pelos cientistas, tem potencial para afetar qualquer parte do corpo. É por isso que os médicos acabam confundindo seus sintomas com os de outras doenças. Trata-se de uma enfermidade inflamatória: o sistema imunológico do doente fica doido e produz anticorpos que atacam sem piedade células e tecidos de seus próprios órgãos, provocando a inflamação. Em situações mais graves e raras (menos de 1% dos casos), o mal pode levar a alucinações e comportamentos psicóticos. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de sofrimento e melhoria se alternando constantemente. Não há cura. Resta ao doente, portanto, remediar os sintomas e encontrar a melhor forma possível de conviver com eles.

Embora seja conhecido desde a Idade Média, o lúpus permanece cercado de enigmas. Sabe-se, por exemplo, que 90% das vítimas são mulheres, e que 80% delas desenvolvem a doença na fase mais produtiva da vida, entre os 15 e os 45 anos. Por quê? A ciência ainda não encontrou a resposta. Outro mistério: nos EUA, onde as pesquisas sobre a moléstia são as mais avançadas, a incidência é muito maior em populações com características étnicas específicas, como negros e descendentes de asiáticos. Em outras partes do mundo, porém, não há dados que indiquem maior vulnerabilidade deste ou daquele grupo. "Em quase 20 anos de acompanhamento de casos, não conseguimos comprovar, aqui, as mesmas estatísticas verificadas pelos americanos", afirma Ricardo Machado Xavier, coordenador do Grupo de Estudos sobre Lúpus da UFRGS.

Os cientistas acreditam que a doença tenha um componente genético em sua origem, já que é comum o registro de múltiplos casos dentro de uma mesma família. O problema é que não se sabe ao certo qual gene seria o responsável. Tudo leva a crer que não apenas um mas vários genes sejam capazes de determinar maior ou menor risco de uma pessoa desenvolver lúpus, mediante a influência de "gatilhos" como a ingestão de certos medicamentos (antidepressivos, antibióticos e diuréticos), estresse e exposição ao sol.

No campo das doenças do sangue, o lúpus estabelece as chamadas penias. Em 20% dos casos, a anemia hemolítica coincide com a ruptura dos vasos sanguíneos e a fragilidade dos glóbulos vermelhos, levando à anemia hemolítica auto-imune, uma manifestação da síndrome pré-lúpica. A paciente pode ir ao consultório do hematologista com esse problema e logo em seguida, ou, em alguns anos depois, manifestar o quadro clínico completo do lúpus eritematoso. Outra manifestação de penia mais incidente é a leucopenia, ou seja, a diminuição de glóbulos brancos, dos leucócitos. Para saber mais sobre a doença, continue assistindo a entrevista: